Quando o circo chega
Uma pequena reflexão sobre cultura itinerante
Não lembro a última vez que fui a um circo, deve ter sido no ensino fundamental em alguma excursão da escola. Acredito que muitas pessoas têm a ideia de que circos são para crianças ou pais que querem levar suas crianças.
Não que isso seja um viés totalmente equivocado, mas acredito que isso pode ir além.
Sou de uma cidade pequena, não chega aos 20 mil habitantes. E fazer “rolês” culturais fora de época por aqui requer um esforço. E quando chega algum circo ou outro movimento itinerante — como um parque de diversão ou trenzinho da alegria, permite com que pessoas que não têm condições de sair com frequência da cidade possam se divertir e ainda levar a família sem que pese no bolso.
Para mim, essa é a principal vantagem. A motivação de fazer este texto foi uma ida ao circo com a minha namorada no final de semana. Pagamos 10 reais para entrar, e saímos de lá bastante satisfeitos. Quase duas horas de vários espetáculos que envolviam desde acrobacias até um mini teatro com a participação do público. Foi bastante divertido. Ver as crianças gritando eufóricas com as luzes coloridas, mesmo não tendo ninguém ali na frente, mostra como esses momentos podem ser genuinamente especiais.
Essa ida ao circo me fez valorizar muito mais esses movimentos. Mesmo que possam soar infantis, ir uma vez sem ser criança ou pai de criança nesses lugares pode permitir que você também tenha outra visão sobre o assunto.


